Aproxima-se o fim.
E tenho pena de acabar assim,
Em vez da natureza consumida,
Ruína humana.
Inválido do corpo
E tolhido de alma.
Morto em todos os órgãos e sentidos.
Os sonhos que nele tive.
Mas ninguém vivi
Contra as leis do destino.
E o destino nãoo quis
Que eu cumprisse como porfiei.
E caisse de pé, num desafio.
Rio feliz a ir de encontro ao mar
Desaguar
E, em largo oceano, eternizar
O seu esplendor torrencial de rio.
Miguel Torga, Diario XVI, Coimbra, 10 de dezembro de 1993
Parque dos Poetas
Que poema tão bonito [...] não conhecia, mas tocou-me de perto!
ResponderEliminarUm beijinho sincero
Sara Cabido | Little Tiny Pieces of Me