quarta-feira, 25 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa

domingo, 1 de agosto de 2010

Desejo primeiro que ames,
E que ao amares, também sejas amada.
E que se não fores, sê breve em esquecer.
E que ao esquecer, não guardes mágoa

Victor Hugo
Nem palavras duras nem olhares severos devem afugentar quem se ama; as rosas têm espinhos e, no entanto, colhem-se.
William Shakespeare